sábado, setembro 15, 2012

Holding Hands.




Dezembro, 24 de 2020.


Olhando através da janela aquela chuva incansável há um tempo, e pensando em como tudo podia ter sido diferente, abraçando suas pernas, encostada no canto do quarto iluminado com aquela luz azul de fim do dia. Se ela tivesse cronometrado o tempo em que ficará sentada, ganharia um troféu em sedentarismo.  Ela viaja em milhões de pensamentos, fazia viagens rápidas em todas as lembranças, e sentia a emoção da saudade que sentia em cada minuto que viveu, e que agora era mais forte que o normal. 
Por um segundo ela despertou daqueles sonhos reais que agora só existiam na sua cabeça, na dela e de mais ninguém, e olhou para seu corpo, ela estava com uma blusa de lã verde-musgo, que chegava até seus joelhos de tão grande, não era dela, mas da pessoa que ela mais amava e que se não estava perto, poderia sentir pelo menos o perfume.

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